Policia

04/05/2017 13:52

Quadrilha ostentava com carros e passeios de helicóptero no RJ

A quadrilha presa nesta quinta-feira (4) na Operação "Luxus", da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), lucrou cerca de R$ 5 milhões com assaltos a bancos em Mato Grosso, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

A informação é do delegado da GCCO, Diogo Santana.

Em entrevista à imprensa nesta manhã, ele revelou que os criminosos utilizavam o dinheiro roubado para pagar viagens e carros de luxo, além de passeios de lancha e helicóptero.

No total, 17 assaltantes tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça. Treze já foram presos e quatro continuam foragidos. Entre os criminosos presos está um policial militar, que teria passado informações previlegiadas para o bando em um assalto ao Banco do Brasil em Poconé (104 km de Cuiabá).

"O que chamou muita atenção da nossa gerência durante o monitoramento dessa quadrilha era a forma como os integrantes ostentavam em redes sociais todos os valores recebidos da atividade espúria que desempenhavam", disse o delegado.

 

"Eles cometiam crimes e com os valores gastavam com viagens luxuosas, com passeios de barco, voos de helicóptero no Rio de Janeiro no Carnaval, carros de luxo. E tudo isso era colocado nas redes sociais. Uma coisa que a gente observou é que nenhum desses integrantes da organização tinha uma atividade lícita, ou seja, uma renda que conferisse a eles a possibilidade de ter uma vida de luxo", afirmou Santana, ao revelar que a maioria das viagens eram feitas para regiões de praias.

 

Foram presos Marcus Vinicius Fraga Soares, vulgo "Pato", Gilberto Silva Brasil, conhecido como "Beto", Cleyton Cesar Ferreira de Arruda, Thassiana Cristina de Oliveira (esposa de Cleyton), Junior Alves Vieira, Elvis Elismar de Arruda Figueiredo, Diego Silva dos Santos, Hian Vitor de Oliveira, Kaio da Silva Nunes Teixeira, Daynei Aparecido da Costa, Emanuel da Silva Souza (policial militar), Lubia Camilla Pinheiro Gorgete e Marcelo Alberto dos Santos.

 

Continuam foragidos Augusto Cesar Ribeiro Macaúbas, vulgo "Gordão", Jurandir Benedito da Silva, conhecido como "Jura", Robson Antônio da Silva Passos, vulgo "Robsinho" e Julyender Batista Borges, conhecido como "Juju".

 

Também foram apreendidos dois carros - um Corolla e um Linea - além de objetos de assalto a banco, como maçaricos, serras e furadeiras. 

 

"Família"

 

Conforme o delegado, todos os criminosos, com exceção do PM, são da região do CPA, em Cuiabá, e se intitulavam como "família".

 

Segundo o Diogo Santana, a suspeita é de que eles fizeram pelo menos 10 ataques a bancos nos últimos seis meses no Estado.

 

"Mas só conseguimos comprovar até agora o assalto ao Banco do Brasil de Poconé em fevereiro desse ano e no Banco do Brasil da Avenida do CPA, no ano passado", disse.

 

De acordo com o delegado, para realizar os assaltos, a quadrilha utilizava um equipamento que desligava todos os alarmes das agências

 

"Eles geralmente entravam pela casa do lado do banco, seja ela uma residência ou um comércio, quebravam a parede, instalavam um dispositivo que desligava o alarme e o sistema de monitoramento do banco e, a partir daí, eles tinham um acesso amplo ao banco. Ficavam lá algumas horas cortando o cofre. Alguns ataques eles tinham sucesso, subtraíam o dinheiro, outras era apenas tentado, eles não conseguiam ter acesso ao dinheiro", explicou.  

 

Ainda conforme o delegado, os líderes eram Marcus Vinicius, o "Pato", e Gilberto Brasil, o "Beto". Os demais eram contratados para executar os ataques, uma espécie de "freelancers".

 

As mulheres, de acordo com Santana, também tinham participações "ativas" na quadrilha.

 

"A Lubia cedeu a residência aos suspeitos que vieram de Santa Catarina para ajudar no ataque ao banco de Poconé. Normalmente esses indivíduos não querem ficar em hotel para não serem identificados caso a policia esteja monitorando", disse.

 

"Já a Thassiana, esposa do Cleyton, além de usufruir dos valores arrecados, também ajudou ele no assalto ao banco de Poconé, correndo atrás de serras para que fossem levadas para eles cortar os caixas", pontuou.

 

Todos vão responder por organização criminosa, roubo majorado e furto qualificado.

 


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