Esporte

13/06/2017 07:38 globoesporte.globo.com

Renato comprova "toque de Midas", e Grêmio amplia repertório em vitória suada

Tricolor sofre, mas supera o Bahia sem mesmo futebol vistoso de outras rodadas

Nas últimas rodadas, o Grêmio foi cercado de elogios por todos os lados. A cada 90 minutos, renovava a permissão para mostrar o "melhor futebol do Brasil", algo absorvido pelo próprio técnico Renato Portaluppi. Mas não na noite de segunda-feira.

Contra o Bahia, o Tricolor enfrentou muitas dificuldades e um adversário bem postado pela frente. Ao final, no entanto, o placar marcou 1 a 0 para o time gaúcho. Na fase atual, o ídolo e treinador mostra estrela semelhante à dos tempos de atleta: tudo em que toca dá certo, como o rei Midas da mitologia grega. Sem repetir os últimos "shows", os gremistas abriram ainda mais o repertório e colocaram em prática mais uma vez a jogada ensaiada para vencer.

E os três pontos importavam mais do que qualquer coisa. O discurso é "jogo a jogo". Mas o mês de junho tem uma sequência de jogos apenas pelo Brasileirão. Ter bons resultados nesta série dá a chance de administrar as competições no futuro, como Copa do Brasil e Libertadores. E também ficar no topo. Com a vitória, o Grêmio foi a 15 pontos na tabela e ficou um atrás do Corinthians.

O Grêmio não fugiu às suas características durante o jogo. Mas precisou "apelar" para a jogada de bola parada. O gol decisivo de Bruno Cortez foi uma reprodução de lances já utilizados como arma, mas com Barrios concluindo a jogada: desvio de um zagueiro no primeiro poste e a chegada do elemento surpresa para empurrar para a rede no segundo. Antes do lateral, o centroavante fizera dois gols assim, contra Deportes Iquique, pela Libertadores, e contra o Fluminense, pela Copa do Brasi.

Mais um "toque de Midas" de Renato, em alusão ao rei da mitologia grega que transformava em ouro tudo que tocava. Na vitória por 6 a 3 sobre a Chapecoense na rodada passada, o atacante Everton deu outro exemplo ao marcar três gols depois de entrar no segundo tempo.

– Se não tivéssemos vencido hoje (segunda) o Corinthians ia abrir uma vantagem interessante para eles. Foi muito importante a vitória que foi construída lá no CT Luiz Carvalho. Se vocês prestarem atenção, é o terceiro gol feito desta forma. Escanteio, bola cabeceada no primeiro pau e, o Barrios não estava hoje, estava o Cortez. É resultado de trabalho – apontou o vice de futebol Odorico Roman.

Renato saiu satisfeito da partida contra o Bahia, apesar de sem brilho (Foto: Eduardo Moura/GloboEsporte.com)

O Bahia concedeu poucos espaços para o time de Renato Portaluppi. Não deu possibilidade para as infiltrações. Ao mesmo tempo, a escolha por Maicon na vaga de Lucas Barrios protegeu o time dos contra-ataques, mas também deixou a equipe menos agressiva. Em diversas oportunidades, Edílson apareceu do lado direito, em combinações com Ramiro, mas não havia ninguém na área para receber os cruzamentos. Arthur, volante adiantado, e Luan, estavam a caminho da zona de perigo.

– Não fomos tão bem e ganhamos. O principal de tudo é isso. Nem todas as equipes vão jogar bem todas as partidas. O importante é ganhar. Se puder jogar bem, ótimo. Não foi o caso. Tínhamos três jogadores de qualidade, sem ter posição fixa, que rodam. Eu poderia ter colocado um atacante, se tivesse a característica do Barrios. Eu não tenho no meu grupo. O Everton entrou contra a Chapecoense com bastante espaço – explicou Renato.

Pedro Rocha teve a única chance de gol do jogo para o Grêmio no primeiro tempo, mas parou em Jean ao tentar encobri-lo. No outro lado, o time gaúcho só concedeu dois contra-ataques de mais perigo ao Bahia, um parado por Michel e outro defendido por Marcelo Grohe. O jogo necessitava de uma adaptação. Um time leve e com toque de bola no DNA – pelo menos no período recente – precisou se aproveitar de outras armas.

Dois caminhos apareceram: os chutes de fora da área e a bola parada. Luan, o que mais tentou, não estava com o pé calibrado para os arremates. Os cruzamentos, porém, entraram. Tanto que Cortez, autor do gol, quase fez em jogada muito semelhante ao lance que deu a vitória, aos 40 minutos do segundo tempo. Só desta forma foi possível assustar.

O Grêmio teve dificuldades para pressionar, apesar de ter uma boa atuação, com o meio-campo com Maicon e Michel como volantes e Arthur como meia central. Uma série de fatores: as características dos jogadores, menos agressivos em relação a Barrios, por exemplo, e o pouco espaço concedido pelo Bahia. Renato optou por tirar Arthur do time para colocar o atacante Everton, cotado para começar.

Mas só quando as três trocas foram efetuadas, com Fernandinho pela direita, Everton pela esquerda e Lincoln como meia, Ramiro e Michel volantes, o Grêmio conseguiu mais presença na área rival. Foram pouco mais de 10 minutos jogando assim, com uma chance criada com Fernandinho.

A vitória levou o clube a quatro vitórias consecutivas no Brasileirão. O bom momento, assim, está mantido. Na quinta, são mais 90 minutos, desta vez contra o Fluminense, no Rio, para provar os elogios. E, se não for possível, vencer.


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