Educação

09/01/2018 16:15 Eliza Gund/FlorestaNet

Comunidade se reúne para debater implantação de Escola Militar em Alta Floresta

No dia 20 de dezembro de 2017 uma reunião no gabinete do prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra de Araújo, definiu pela implantação do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros, Dom Pedro II. O apontamento feito de que será implantada no bairro São José Operário, na estrutura onde atualmente funciona a escola municipal Professor Vicente Francisco, levantou o descontentamento da comunidade escolar daquele bairro, que na manhã desta terça-feira (09.01) se reuniu com o objetivo de formar uma comissão e debater junto à secretaria de educação e prefeito a não implantação naquela unidade escolar.

A reunião foi convocada pelo diretor da escola municipal Professor Vicente Francisco, estiveram presentes alguns pais, Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), Conselho Municipal de Educação e Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), e contou também com a participação do vereador José Eloi Crestani (PMDB).

Um dos principais questionamentos do diretor é a falta de informação a respeito, Ozias Pego afirma que a escola recebeu a visita na manhã do dia 20 de dezembro, da comissão formada para a implantação do Colégio Militar, e que na manhã do dia seguinte soube pela imprensa local que a escola foi escolhida, e até a data de hoje nenhuma posição de forma oficial foi exposta a comunidade.

“A questão é na forma que está sendo conduzida, de ser implantada aqui na escola, que a demanda não é para todos alunos do bairro, então essa é uma preocupação constante dos pais que estão todos os dias ligando e vindo aqui na escola, perguntando e estão preocupados com o que vai acontecer com seu filho. Então deixar bem claro que nós não somos em momento algum contra a escola militar, mas sim a implantação dela aqui na nossa escola”, apontou Ozias.

Já estão matriculadas na escola municipal Professor Vicente Francisco, do Pré 1 ao 6º ano, 230 alunos, um dos principais questionamentos dos pais, para onde e como levar o filho, tendo em vista que o Colégio Militar atenderá alunos do 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental e 1º, 2º e 3º ano do ensino médio. Além dos alunos, outra preocupação é para com o corpo docente. “Acontecendo isso, para onde nós iremos?”, indagou o diretor.

Dos inúmeros questionamentos levantados, uma comissão foi formada, e a diretora regional do Sintep, Ilmarli Teixeira, afirma que, “O Sintep está junto para debater, para discutir, nós não somos contra o modelo de escola, nós somos contra a forma como essa escola está sendo implantada, sem debate, sem discussão e sem o aval da comunidade”.

Enquanto presidente do CDCE, Marli Correia de Araújo afirma que estão prontos para não aceitar. “Desfazer uma que foi feita há mais de 20 anos sem saber para onde que vai a comunidade, não existe, a escola Vicente Francisco tem que permanecer aqui”, afirmou Marli frisando a falta de comunicação, “Eu acredito que isso já é uma forma de mostrar como que é o regime militar, eles chegam, pegam, e pronto. A gente pede e torce para que não aconteça, mas se precisar vai ser ocupada sim, e eu vou ser a primeira a estar aqui”.

Enquanto legislador, e pai de aluno da escola Professor Vicente Francisco, Eloi Crestani aponta, “Sou contra desapropriar a escola Vicente Francisco para instalar a escola militar. Eu acredito que a escola militar tem que ser implantada em Alta Floresta, mas não na estrutura do colégio Vicente Francisco”.

Uma nova reunião deverá acontecer no próximo dia 11 de janeiro, as 18h na sede da escola, a presença de toda a comunidade é solicitada pelo diretor Ozias Pego, para que todas as duvidas relacionadas a implantação do Colégio Militar sejam solucionadas.


O site Florestanet, foi o primeiro site de notícias de Alta Floresta, teve a sua operação iniciada em 1999, sendo um dos pioneiros no jornalismo on-line.

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